Muitos pais já passaram ou passam pela seguinte situação: A criança não aceita ir ou entrar na escola, se agarra no pai ou mãe e diz que não consegue ficar longe deles. Nisso ela chora, fica bastante nervosa e não consegue lidar nada bem com a situação. Isso se chama Ansiedade de Separação e acomete mais crianças do que se imagina.

Segundo a Associação Americana de Psicologia (APA) o transtorno de ansiedade de separação é caraterizado por uma reação anormal a uma separação de um ente próximo. Na juventude os transtornos de ansiedade são mais comuns, acometendo entre 5% a 25% de indivíduos a nível global.

Essa separação pode ser real ou imaginária e interfere significativamente nas atividades diárias e no desenvolvimento da criança, causando muito sofrimento e atrapalhando seu rendimento dentro da escola. A ansiedade de separação também pode levar a várias consequências psicossociais, como o desenvolvimento de síndromes e transtornos que persistem na fase adulta.

Por esta razão a criança ou adolescente que desenvolve o distúrbio deve receber o diagnóstico correto, além do apoio e compreensão da família. Para isso é importante que as pessoas próximas a criança saibam identificar os sinais desse problema, para aí então buscar ajuda qualificada.

 

O que é

A ansiedade de separação é um distúrbio onde a criança fica demasiadamente ansiosa quando separada de seus pais ou entes queridos. Este medo causa sofrimento e prejuízos importantes nas áreas social, escolar e familiar de crianças e adolescentes, tornam-as extremamente ansiosas quando não estão em companhia dos pais, o que causa queda de desempenho escolar, dificuldade de interação com colegas, dentre outros problemas.

 

Causas

O Transtorno de Ansiedade de Separação é bastante complexo, podendo se desenvolver a partir de diversos fatores, como genéticos, psicológicos, neurológicos e muitos outros. Confira as principais causas:

  • Fatores genéticos e hereditários. Uma criança com pais ansiosos apresenta 5 vezes mais chance de desenvolver a doença;
  • Fatores psicológicos e neurológicos, que envolvem processos de condicionamento ao medo, além de transtornos e fobias;
  • Problemas na relação familiar;
  • Experiências precoces traumáticas, muito fortes;
  • Caraterísticas e temperamento da criança, como timidez e introversão;
  • Problemas relacionados à escola, como bullying e falha no desempenho acadêmico ou nas atividades físicas e esportes

 

Sintomas

O principal sintoma da ansiedade de separação é o sofrimento profundo e inapropriado após a separação de entes queridos (normalmente os pais) ou do lar, como a ansiedade de separação da mãe, por exemplo. Veja os princicipais sinais do transtorno:

  • O choro;
  • Agarrar-se aos pais;
  • Queixas sobre a separação e;
  • Chamar pelos pais depois de terem partido;
  • Dores de cabeça;
  • Dor abdominal;
  • Desmaios;
  • Vertigens e tonturas;
  • Dificuldades em dormir;
  • Pesadelos;
  • Náuseas e vômitos;
  • Cãibras e dores musculares;
  • Palpitações e dor torácica.

É importante se atentar a algumas características que a criança também possa apresentar, que sinalizam a doença:

  • Sofrimento excessivo em uma situação de separação;
  • Preocupação e medo excessivos relacionados a um ente querido;
  • Preocupação excessiva ou persistente com um evento indesejado que levará à separação dos entes próximos (perder-se ou ser raptado);
  • Relutância ou recusa de ir à escola, trabalho, ou outro lugar por causa do medo da separação;
  • Medo de ir dormir sem estar perto dos entes próximos ou de dormir longe de casa;
  • Pesadelos envolvendo o tema de separação;
  • Queixas recorrentes de sintomas físicos (dores de cabeça, dores de estômago, náuseas ou vômitos) quando a separação ocorre ou é antecipada.

Na Escola Universidade da Criança fazemos um trabalho com as crianças, para que elas se sintam acolhidas na nossa escola. Entre em contato conosco pelo telefone 21 3402-1427 ou acesse nosso site aqui e conheça nosso trabalho.

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